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Em março, a Valve, produtora de Counter-Strike: Global Offensive, anunciou uma grande atualização no jogo. Além de ter sido alterado o preço da AUG e o número de balas da M4A1-S, o pacote também mudou a economia do jogo. (Para conferir a atualização na íntegra, clique/toque aqui).

O esquema de remuneração do jogo, famoso desde o CS 1.6, foi completamente reformulado. Anteriormente, uma vitória reiniciava o bônus de derrota de seu time, que se perdesse na sequência, ganharia apenas $1.400. Com derrotas em sequência, a equipe ganhava $1.900, $2.400, $2.900, até chegar no limite de $3.400.

A alteração colocou um basta no “reset econômico”. Agora, é feita uma espécie de contagem de vitórias e derrotas, onde uma derrota avança o bônus em 1 e uma vitória recua também em 1. Na prática, essa mudança não só dá adeus ao reset, mas cria cenários de partida muito mais justos, como maior número de rounds armados por partida.

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Essa mudança era necessária?

Não. O Counter-Strike sempre teve esse esquema de remuneração, em que os perdedores eram recompensados gradualmente e, assim que ganhavam um round, deviam tomar muito cuidado para não voltar a perder, para não sofrer o reset do bônus.

A justificativa da atualização foi para justamente acabar com essa “tática” de reiniciar o bônus do inimigo, para quebrar sua economia, assim podendo administrar melhor o resultado da partida.

Essa alteração dificulta, e muito, grandes viradas de partidas, isso porque na economia antiga, uma equipe que perdia muitos rounds em sequência poderia usar o reset econômico do adversário em seu favor, o que não ocorre mais. Desta forma, as grandes viradas se tornam cada vez mais improváveis, porém não impossíveis.

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Qual é o impacto da nova economia?

Não só gera previsibilidade, mas também confirma, na maioria dos casos, a vitória dos favoritos nas partidas em questão. Equipes menores contra maiores necessitam de certas “vantagens” para a partida ser um pouco mais parelha. O reset econômico sempre foi uma estratégia muito utilizada, mas agora, não é mais possível.

Mesmo em partidas com grandes equipes em disputa, a mudança afeta a compra não só do time que está perdendo os rounds em sequência, mas quem sai mais prejudicado é quem está ganhando, pois quem vence tem o bônus reduzido e, quem perde, sempre terá o bônus alto e poderá fazer rounds armados.

Na teoria, a mudança era para gerar mais competitividade entre times e evitar rounds decisivos com um time completamente armado contra o outro forçado. Mas a alteração surtiu efeito apenas em quem vence, pois não terá a chance de zerar o dinheiro inimigo nunca, pelo contrário, o dinheiro dos perdedores só aumentará. Nem uma vitória de round fará a economia cair novamente.

A Valve, mais uma vez, lança uma atualização que mais atrapalha do que ajuda o jogo, como a recente diminuição do preço da AUG (já corrigida). Enquanto outros jogos da companhia recebem cada vez mais apoio, caso do Dota 2, o CS:GO está completamente largado.

A desenvolvedora está focada em lançar skins para lucrar e soltar atualizações que apenas geram benefícios ao jogador casual, enquanto os profissionais estão sem o devido respaldo.

E você, leitor? O que achou da nova economia e das mudanças que a Valve implementou no CS:GO? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.