Na última quarta-feira (7), Rodrigo Terron, conselheiro da Los Grandes, informou por meio do seu perfil no Twitter que a organização pode não participar da Liga Brasileira de Free Fire (LBFF) em 2023. A decisão seria motivada pela falta de informações, por parte da Garena, sobre o futuro da competição.
“Fica documentado aqui o prazo de até 12/12 para a Garena se pronunciar a respeito do futuro da LBFF, caso isso não ocorra grandes chances da Los Grandes decidir não permanecer no cenário. É uma decisão muito difícil, mas fica insustentável seguir sem nenhuma informação”, disse Terron em suas redes sociais.
Em resposta à postagem do dirigente da Los Grandes, Antonio Archer, CEO da B4, que também disputa a LBFF, mostrou apoio a decisão: “Apoiado, companheiro”.
Segundo apuração do site ge, a indefinição sobre o futuro da LBFF também preocupa outros dirigentes de times que disputam o campeonato. Prova disso foi uma articulação vinda de responsáveis pelas equipes que ocorreu nos bastidores, com o objetivo de escrever uma carta conjunta para a Garena. O documento trataria sobre a falta de definição da desenvolvedora sobre o próximo ano, a participação dos times nas decisões do campeonato e apoio financeiro. Entretanto, a carta não chegou a ser enviada.


Por outro lado, Nobru, cofundador do Fluxo, disse não estar preocupado com estas incertezas e confirmou que seu time estará na próxima temporada da LBFF. Em entrevista ao The Enemy, ele disse o seguinte:
“Posso confirmar em primeira mão que a gente [Fluxo] vai continuar [na LBFF]. Por mais que não tenhamos recebido o planejamento da Garena sobre as próximas datas e sobre quando a LBFF vai começar, a gente é muito grato por tudo que esse jogo fez na minha vida, na vida do Cerol e na vida do nosso time. Então acho que não tem como a gente abandonar dessa forma. Já que o jogo estava numa base boa e a gente estava junto com o jogo, por quê vamos abandonar agora que o jogo está dando uma caída? Mais do que nunca precisamos da ajuda de todos os jogadores e influenciadores para fazer o jogo se reerguer novamente”.
Todo esse clima de incerteza acontece em um momento de baixa dos números de audiência nos campeonatos de Free Fire. Exemplo disso foi o recorde negativo do último mundial da modalidade.
O Free Fire Worlds Series Bangkok 2022 teve a menor audiência da história da competição, com um pico de somente 354.836 espectadores simultâneos, marca que representa menos de um terço da alcançada no último torneio internacional realizado em Sentosa, no início deste ano.

