As maiores competições de esports confirmadas para 2026

Foto: Reprodução/EWC

Nos últimos anos, os esports deixaram de ser “um hobby de nicho” para virar entretenimento de massa. Isso aparece em tudo. Audiências gigantes no streaming, arenas lotadas, marcas tradicionais brigando por espaço e organizações tratando calendário competitivo como se fosse temporada de futebol. No Brasil, esse crescimento é ainda mais visível porque a base de fãs é barulhenta, engajada e, muitas vezes, acompanha times como acompanha clube. Esse pacote chama patrocinador, aumenta investimento e coloca o país no mapa de decisões importantes do cenário.

O mundo do iGaming, assim como está ocorrendo no futebol brasileiro, também está se aproximando do setor de esports. Alguns dos melhores cassinos brasileiros recomendados pelo oddschecker, por exemplo, aparecem nas camisetas dos jogadores desses torneios, confirmando a relação cada vez mais estreita entre os dois mundos

IEM Rio 2026: Brasil no centro do CS2

O IEM Rio 2026 já aparece como um dos torneios mais imperdíveis do ano para quem acompanha o Counter-Strike 2, principalmente porque junta o peso histórico do circuito IEM com a energia do público brasileiro, que virou referência mundial. A etapa está marcada para acontecer entre 13 e 19 de abril, na Farmasi Arena.

Ao todo, serão 16 equipes participantes, sendo 13 convidadas diretamente por meio do ranking da Valve e três vindo dos classificatórios fechados. Elas disputarão um total de US$ 1 milhão em premiação, sendo US$ 295 mil para o time vencedor.

Os convites serão revelados no dia 5 de janeiro de 2026.

IEM Rio 2024 (Foto: Helena Kristiansson/ESL)

Esports World Cup 2026: a “Copa do Mundo” dos esportes eletrônicos

A Esports World Cup 2026 volta à Riade, na Arábia Saudita, com uma janela longa: de 7 de julho a 24 de agosto. A proposta é simples, mas enorme: reunir vários títulos, formatos e países em um só lugar para celebrar o que há de melhor no esporte eletrônico, com um foco claro em espetáculo e produção em larga escala.

O evento já teve a lista de jogos divulgada com antecedência, incluindo nomes gigantes como Counter-Strike 2, Dota 2, League of Legends, VALORANT, Free Fire e outros. No total, serão distribuídos mais de US$ 70 milhões entre 25 torneios, com a participação de 200 clubes e mais de 2 mil atletas.

A EWC é, definitivamente, a maior competição global de esports tanto em termos monetários como estruturais, e conta com o apoio das principais marcas e participação das melhores equipes de esports do mundo.

EWC é realizada na Boulevard City (Foto: Divulgação/EWC)

The International 2026: Dota 2 e o peso da tradição

Quando o assunto é prestígio, o The International permanece intocável, mesmo que a era das “premiações infinitas” tenha ficado para trás. Com o fim do antigo Passe de Batalha, o prize pool se estabilizou, mas a intensidade competitiva só aumentou. O TI não é mais sobre ficar milionário em um fim de semana, mas sobre provar quem é o melhor do mundo. Levantar a Égide dos Campeões ainda é o auge da carreira de qualquer pro player, garantindo um prestígio que dinheiro nenhum compra.

Com previsão para agosto de 2026 em Xangai, na China, o torneio deve colocar 16 equipes à prova. A expectativa é ver se as potências atuais conseguem manter a consistência demonstrada pela Team Falcons (campeã de 2025) ou se novas lendas surgirão.

The International
Égide dos Campeões (Foto: Reprodução/Valve)

VALORANT Champions 2026: a grande final do circuito VCT

O Champions não é apenas mais um torneio global, mas sim a conclusão de toda a temporada do FPS da Riot Games. Com sede confirmada em Xangai, na China, o mundial de 2026 deve ocorrer na janela entre setembro e outubro, reunindo as 16 melhores equipes do mundo que sobreviveram à maratona dos torneios regionais (KICKOFF e Stages) e internacionais (Masters).

Mais do que a premiação base, que costuma girar na casa dos milhões de dólares, o grande atrativo financeiro aqui é a divisão da receita do Bundle de skins exclusivo do evento, que historicamente injeta valores astronômicos nos cofres das organizações participantes.

A corrida pelas vagas: diferentemente de torneios isolados, o VCT premia a constância. Através do sistema de Championship Points, cada vitória nas ligas regionais e cada participação em Masters soma pontos no ranking anual. Ou seja, para chegar à China, o time precisa performar desde o início da temporada.

Palco do Valorant Champions de 2025 (Foto: Adela Sznajder/Riot Games)

Six Invitational 2026: a elite do R6 se encontra em Paris

Quando se fala em Rainbow Six Siege, todo o calendário competitivo converge para um único lugar: o Six Invitational. Para 2026, o palco sagrado será Paris, na França, recebendo o mundial entre os dias 2 e 15 de fevereiro.

As 20 equipes participantes ainda serão definidas em sua totalidade, mas algumas já conquistaram seu lugar através do Global Standings, um ranking que premia a regularidade durante todo o ano anterior, ou pelos títulos conquistados ao longo da temporada. Isso inclui uma delegação nacional pesada, com nomes como Fluxo W7M, FURIA, NIP e FaZe Clan já confirmados.

Historicamente, o Six é conhecido por suas premiações milionárias e pelo troféu mais icônico dos esports, a Marreta. Além disso, o Brasil chega como uma das potências favoritas ao título, até pela conquista de 2025 pela FaZe Clan.

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Six Invitational 2024 em São Paulo (Foto: Eric Ananmalay/Ubisoft)

League of Legends 2026: o CBLOL está de volta

Depois de uma breve experiência com a Liga das Américas, a Riot Games ouviu a comunidade e trouxe de volta o Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL) como liga independente para 2026. A identidade regional, as rivalidades históricas e o formato que o brasileiro ama foram restaurados, provando que a paixão da nossa torcida é o maior ativo da região.

O calendário de 2026 já começa quente em 17 de janeiro com a Copa CBLOL, um torneio de abertura que vale muito mais que um troféu: o campeão garante vaga no First Stand, o primeiro torneio internacional do ano, que será sediado aqui mesmo, em São Paulo.Mas o que mudou afinal? A principal novidade é o fim do Cross-Conference. Não existe mais a obrigação de enfrentar times da América do Norte para definir o campeão regional, e o título da liga volta a ser decidido exclusivamente entre as equipes brasileiras. Além disso, o sistema de Guest Slots (vagas para convidados) volta, mantendo a porta aberta para times do Tier 2 desafiarem gigantes como paiN, LOUD e FURIA.

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Estúdio do CBLOL em São Paulo (Foto: Bruno Alvares/Riot Games Brasil)
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