Após vitória contra GamerLegion, na última quarta-feira (2), pelo IEM Rio Major 2022, Andrei “arT” Piovezan conversou com o The Clutch sobre a classificação da FURIA para o Legends Stage e a falta que Nicholas “Guerri” está fazendo na condução do elenco. Vale ressaltar que a equipe está a uma fase dos playoffs do Mundial de CS:GO no Brasil, que acontecerá na Jeunesse Arena.
Torcida e o apoio dos fãs


Com uma atmosfera totalmente favorável para equipes brasileiras, arT se rendeu à torcida local, que apoiava a equipe no embate decisivo contra a GamerLegion, e disse nunca ter sentido algo assim antes.
“Eu vou falar a verdade: nunca, na minha experiência de jogar em LAN, eu vi uma torcida assim, disparado. Isso porque nem chega a ser tão grande como vai ser lá no Legends, mas estou realmente impressionado. Quebrou minhas expectativas o tamanho da torcida”, disse o jogador, se rendendo ao público do Riocentro.
“A torcida organizada fazendo uma festa gigante, animal, os cantos… tá lindo de ver. Quando os caras cantam o hino, arrepia. É uma coisa maravilhosa. Nunca vi isso nem quando jogamos no Rio da última vez. Acho que o momento em que a gente tá, o CS:GO como tá, chegou a isso. Estou muito feliz de participar disso”, complementou.
Perguntado ainda sobre a questão da torcida servir como pressão, ele conta que, pessoalmente, é algo que o motiva a jogar mais solto e sem medo de errar.
“Acho que essa parte da torcida, de como ela influencia cada um, é bem pessoal. Respondendo por mim, é uma coisa que dá motivação, ela me tira os medos de errar. Tem vários rounds que se fica com o pé atrás de fazer uma play agressiva, de buscar um espaço a mais com medo de errar, de morrer e prejudicar o time. E quando a torcida começa a aplaudir e apoiar, mesmo quando tá perdendo, eu consigo ter mais força e perco a pressão de errar. Ela me deixa jogar mais solto”, explicou arT.


Valve mantém banimento do Guerri
A expectativa da FURIA para o Major do Rio era contar com Nicholas “guerri” Nogueira no comando técnico da equipe. Contudo, a decisão da Valve de manter o banimento do coach frustrou os planos dos Panteras. Perguntado sobre isso, arT afirma que foi “de partir o coração”.
“Isso foi uma surpresa muito negativa para gente. A gente não esperava que isso fosse acontecer. Tinha a informação de que ele ia estar no Major com a gente. Quebrar isso tão perto do Major foi de partir o coração. Falo isso como Andrei, e não como arT, porque machuca muito ver essa situação, sentimento de injustiça muito forte, me incomoda bastante”, explicou o jogador.


“Dá até uma raiva das coisas como foram feitas e do tratamento que ele recebeu. É uma pessoa que vive o CS tanto quanto a gente. É um cara que chora no pré-jogo falando CS, falando do Major no Brasil já tava chorando. A gente ganha ele chora. É uma emoção tão grande e o momento mais importante das nossas vivas e pra ele também”, emendou em seguida.
“Pelo lado pessoal machuca bastante, e pelo lado técnico também é um tiro no pé pra gente, dando apoio, pauses técnicos no timing certo. Felizmente temos o Akkari no lado psicológico, poder dar um hype pra gente, ajudar nesse pilar mental. Mas a falta do guerri é grande”, finalizou a respeito do assunto.
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Sobre a derrota contra BIG na estreia, arT conta que isso foi essencial para o time conseguir se preparar melhor para os embates seguintes. Ele destaca, inclusive, a evolução do time no lado TR nos mapas.
“A gente sempre aprende com derrota. Eu acho que essa derrota fez com que a gente chegasse pra jogar diferente na Vertigo. A gente fez um TR patético no primeiro mapa, aprendemos com aquilo e fizemos um TR melhor [contra a GamerLegion]. Cada passo que a gente erra, a gente conserta e faz o melhor”, destacou arT.
“Então faz parte do processo, tinha que ser como foi. Foi um deslize, acho que um pouco de pressão do campeonato, torcida gritando, a gente sentiu um pouco diferente a vibe, mas foi importante pra caminhada”, complementou.
Por fim, o jogador ainda mantém os pés no chão sobre planos em caso de uma possível classificação para o Champions Stage. Para ele, é preciso dar “um passo de cada vez”.
“Sou uma pessoa que não gosta de criar expectativas tão grandes. Vou um passo de cada vez, vamos ver quem a gente vai pegar, primeiro mapa, qual oponente, round a round e quando a gente chegar na grande final, a gente pensa se pode ser campeão ou não, mas no fundo, a gente quer muito ser campeão no Brasil mais do que tudo”.

