Review: Wildgate

Wildgate tenta romper com a fórmula repetitiva dos FPS, mas tropeça na estratégia comercial.
Wildgate
Imagem: Captura de tela/Rebeca Pinho

Wildgate, novo jogo da publisher Dreamhaven em parceria com a desenvolvedora Moonshot Games, tenta ir além dos tradicionais FPS. Aqui, a nave é quase um personagem jogável, com um papel central em tudo que acontece. A experiência lembra um pouco Star Trek, com exploração, estratégia e muita cooperação entre a tripulação.

O jogo oferece dois modos principais. Em “Caçada ao Artefato”, a disputa é entre tripulações controladas por outros jogadores. Já em “Contra IA”, o foco está na cooperação entre os membros da equipe para enfrentar inimigos do próprio jogo, sem combates PvP. Em ambos os casos, o objetivo é fortalecer sua nave, explorar áreas perigosas em busca de recursos valiosos, localizar o artefato e escapar com ele. O artefato é o grande prêmio da rodada. A vitória pode vir ao encontrá-lo e fugir ou ao eliminar todas as naves adversárias. Essa dinâmica cria momentos de tensão e decisões estratégicas. Em certas situações, recuar e observar pode ser mais vantajoso do que se lançar direto no combate.

Wildgate
Imagem: Captura de tela/Rebeca Pinho

A nave exige atenção constante. Dá para fazer reparos e também melhorias, usando equipamentos conquistados em missões PvE espalhadas pelo mapa. Essas atividades lembram dungeons e envolvem combates, objetivos paralelos e loots proporcionais ao grau de dificuldade. Algumas são desafiadoras, mas oferecem recursos valiosos para quem quer sair na frente.

A tripulação também é personalizável. Cada personagem pode ser equipado com armas, habilidades e equipamentos únicos. As classes variam entre funções ofensivas, voltadas para o combate direto, e papéis mais estratégicos, como suporte ou manutenção da nave. Ter um time equilibrado faz toda a diferença e adiciona uma camada interessante de estratégia já no pré-jogo.

Wildgate
Imagem: Captura de tela/Rebeca Pinho

Com quatro jogadores por equipe e mapas gerados de forma procedural, Wildgate garante que nenhuma rodada seja igual à anterior. A exploração é recompensadora, e saber a hora de arriscar ou recuar pode ser o que separa a vitória da derrota.

No fim das contas, essa mistura de combate tático, administração de recursos e exploração espacial é o que torna Wildgate uma experiência que foge do óbvio. Não é só mais um shooter competitivo. É um jogo que exige comunicação, timing e decisões inteligentes o tempo todo. Se você curte partidas em equipe com um toque de estratégia e ficção científica, vale a pena ficar de olho.

Wildgate tem gráficos simples, mas bem feitos, e a parte sonora entrega apenas o básico. O jogo tem aquela aura que costuma aparecer em muitos títulos gratuitos do mercado. No entanto, surpreende negativamente pelo preço: R$ 129,90. Na minha opinião, esse é mais um caso de decisão comercial equivocada que pode comprometer o sucesso do game.

Wildgate
Imagem: Captura de tela/Rebeca Pinho

Wildgate Vale a pena?

Não pelo investimento financeiro exigido, mas eu realmente admiro a criatividade de Wildgate. Este é um clássico caso em que uma boa promoção torna a experiência mais vantajosa. O combate é divertido, mas o foco está no gerenciamento da nave, o que pode afastar quem busca ação constante. Por outro lado, esse diferencial pode ser um alívio para jogadores cansados da mesmice e da falta de originalidade que domina tantos shooters atualmente.

Nota do The Clutch: 7.5

Para a elaboração deste review, nossa jornalista recebeu uma cópia do jogo da assessoria nacional responsável pelo título.

Comentários
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  1. Códigos que diz ser do illumination of fyre de agosto não pega nenhuma , tem certeza que estão ativos ,queria saber quando vai ter códigos novos

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