A Hacksaw Gaming construiu sua identidade no iGaming com uma direção de arte que busca se diferenciar de abordagens mais comuns do gênero, priorizando atmosfera, personagens e consistência visual. Em vez de tratar cada jogo como uma vitrine de efeitos chamativos, o estúdio adota uma estética mais crua, muitas vezes urbana, transformando a interface em parte do estilo, como pode ser visto em Hacksaw Gaming Demo, e não apenas em um painel de botões.
Uma estética crua no lugar do visual “super polido”
Em jogos do gênero, é comum ver telas carregadas de elementos brilhantes, cores saturadas e animações que competem entre si pela atenção. A proposta da Hacksaw vai na direção contrária: a arte se apoia em atmosfera, silhuetas marcadas e temas que flertam com o sombrio, o grotesco e o irreverente, criando uma experiência única no meio.
Essa escolha não funciona só como tema, mas também orienta a hierarquia de informação, leitura de símbolos e clareza da ação na tela, o que em produtos pensados para sessões rápidas, faz toda a diferença para a experiência do usuário.
“Dark retro” e personagens com cara de HQ
Parte dessa assinatura passa por referências estéticas como o “dark retro” e a animação rubber hose (a linguagem de desenho animado dos anos 1930), só que com uma reinterpretação contemporânea. Em títulos como Chaos Crew e Stack ’Em, o estúdio usa tons acinzentados, grafites e personagens excêntricos que lembram uma HQ alternativa.


O resultado é uma linguagem menos genérica do que a média do gênero, com identidade de elenco e mundo próprio, algo que aproxima esses jogos de videogames tradicionais, onde arte e os personagens são tão importantes quanto a história e o enredo.
Espaço negativo e interface reduzida ao essencial
Outro traço recorrente é o uso de espaço negativo e composição mais limpa. Enquanto muitos projetos preenchem cada centímetro da tela com informação, a Hacksaw mantém a interface mais enxuta, deixando que símbolos, tipografia e animações conduzam o olhar.
Na prática, isso ajuda em três frentes:
- leitura rápida do que importa na tela;
- consistência em telas menores, com menos poluição visual;
- fluidez de navegação, já que a UI não depende de camadas pesadas para “funcionar”.
Storytelling como linguagem visual, não como enfeite
O estúdio também tenta encaixar storytelling dentro do que o gênero permite: temas recorrentes, cenas curtas, mudanças de cenário e eventos visuais que dão contexto ao que está acontecendo. Jogos como Wanted Dead or a Wild, SixSixSix e Rotten são alguns exemplos dessa abordagem, indo do faroeste estilizado ao terror com humor e ao tom mais brutal.


A ideia aqui, no entanto, não é contar uma história longa, e sim criar capítulos visuais que reforçam a sensação de progressão. Assim, nos Hacksaw Gaming slots, a interface ganha contexto e a experiência fica menos mecânica.
Quando números viram cena
Mesmo elementos normalmente frios, como mudanças de valores na tela, ganham tratamento de direção de arte. A proposta é transformar essa variação em um momento visual marcante, usando animações e situações temáticas — como duelos — em vez de apenas trocar um número.
Esse tipo de decisão é clássico de UI/UX em games: transformar mudanças importantes em feedback visual e sonoro fácil de entender, com animações e efeitos que combinam com o tema do jogo.

