IEM Rio 2026: FalleN fala sobre “peso” da fase de grupos e diz que futuro está “mais ou menos organizado”

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Foto: Leo Sang/ESL

A FURIA conseguiu se classificar para os playoffs do IEM Rio 2026 nesta terça-feira (14) depois de uma partida que deixou os torcedores brasileiros apreensivos do começo ao fim. A vitória de virada por 2 a 1 veio de duas recuperações: uma dura derrota no primeiro mapa por 13 a 3 e um comeback na Nuke, último e decisivo, após perder a primeira metade por 9 a 3.

Logo após o confronto, o The Clutch conversou com Gabriel “FalleN” Toledo sobre a classificação, expectativa de jogar diante dos torcedores brasileiros, além da aposentadoria cada vez mais próxima. Para o Professor, confirmar a ida para o palco e jogar diante de familiares e amigos é algo que tira um peso dos ombros.

“Não dá pra negar que esse group stage tem um peso muito maior. Sendo bem sincero, acho que é o maior peso que dá pra ter, né? Porque a gente quer jogar em frente a torcida e é importante isso. Então fiquei muito feliz.”

De acordo com FalleN, a reação do time passou pela concentração nas rodadas mais decisivas. O capitão explicou que correr atrás no placar exigiu foco nas execuções, sem perder tempo e concentração para avaliar os erros cometidos na etapa inicial.

“A cabeça tem que estar na única solução possível. Porque se você ficar pensando muito… Não dá tempo de ficar pensando nessas coisas se você quiser ter uma chance de reverter, né? Então acho que a gente conseguiu, como time, ter essa composição, ter essa cabeça de que vamos jogar pelo que dá, embora seja difícil.”

FalleN fala sobre o futuro no competitivo

Com quase 25 anos de carreira, a aposentadoria de FalleN tem se tornado preocupação recente dos torcedores brasileiros. Ao The Clutch, ele revelou a dificuldade que é em separar a rotina de jogador e atleta do dia a dia. Além disso, colocou o atual momento da FURIA como fator determinante para estender a jogatina.

“Eu tô jogando desde os 13 anos, acho que é literalmente a coisa que eu mais fiz na vida. É uma vida que eu sempre sonhei, é uma vida que eu busquei muito pra ter. Então, é difícil por um lado você conseguir aceitar que você tem que viver outras coisas também, conseguir desejar essas outras coisas. Acho que é um primeiro passo que eu venho buscando.”

Naturalmente, a permanência no competitivo exige prioridade absoluta nos treinamentos e no dia a dia da equipe. E é justamente essa carga que reduz o tempo disponível para conseguir ter uma outra vida fora do servidor.

Com FalleN e Gabriel Toledo conversando entre si cada vez mais vezes, ele destacou que vai em busca de despertar interesse por novas atividades. Apesar disso, o Professor mostrou saber que isso é algo que vai acontecer de forma natural.

“Aos poucos a gente vai despertando esse interesse em ver outras coisas, né? E eu tô chegando numa idade onde sinto que essas vontades estão aparecendo mais. Mas isso aí vai ser assunto para em breve. Eu já tenho mais ou menos organizado o que eu vou fazer e tô satisfeito.”

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