isaB: “Percebo uma grande diferença do que o CS representava em 2014 e agora”

Tivemos a oportunidade de realizar uma entrevista com a Isabelle “isaB” Leal, jogadora do elenco feminino de CS:GO da Team WILD. Isabelle nos contou um pouco sobre sua vida dentro e fora do jogo, como tem sido sua nova rotina após a entrada para a TW e outras curiosidades. Vamos conferir?

Primeiramente Isa, peço que você se apresente e nos diga como começou o interesse pelo CS.

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Olá! Meu nome é Isabelle e jogo CS desde 2001! Mas fiz uma pausa de mais ou menos 3 anos e voltei no começo de 2018. Comecei a jogar graças ao meu pai, que jogava e tinha um “time” com os colegas de trabalho na época e logo me ensinou a jogar CS.

E por qual motivo você parou de jogar e o que te fez voltar?

Na época que parei, comecei a trabalhar de domingo a domingo, e ao mesmo tempo entrei na universidade. Então, não me sobrava tempo para viver do game. Eu voltei quando consegui sair desse trabalho.

Fora isso, a vontade de jogar era sempre grande. Tenho amigas que jogam e sempre acompanhava as notícias dos times femininos e masculinos.

O que o seu noivo acha do fato de você jogar?

Meu noivo não entendia muito do cenário e até pouco tempo ele não entendia muito bem como funcionava, porque eu treino tantas horas por dia, mas tento mantê-lo sempre informado de como funciona os campeonatos e treinos.

E falando um pouco mais do mesmo, como você lida com o preconceito in-game?

Quando jogo sozinha, ouço muitas ofensas nos lobbies. Já ouvi de tudo que se possa imaginar, mas você não pode deixar se abalar. Antigamente eu me estressava, respondia e até xingava, mas percebi que estava me igualando a eles e mudei meu hábito. Não adianta tentar “educar” pessoas que não tem respeito ou educação.

O cenário feminino tem crescido bastante ultimamente. Como você enxerga esse crescimento?

Quando parei de jogar, o cenário competitivo feminino era bem parado. Existiam 3 ou 4 times e mesmo assim haviam pouquíssimos campeonatos para disputarmos. O cenário ainda tem muito para crescer, mas percebo uma grande diferença do que o CS representava em 2014 e o que representa agora.

Qual jogadora você considera como a melhor em atividade no cenário nacional?

Acredito que a cAmyy seja a jogadora mais conhecida e ela tem evoluído cada vez mais.

Existe algum time feminino que você se espelha?

Eu não me espelho em nenhum time feminino, mas sou uma grande fã da antiga UBINITED, com a potter e a missharvey. E acho incrível a força de vontade dos times brasileiros indo pra fora, representar o Brasil! Também sou uma grande fã do antigo NiP.

Como está sendo a rotina de treinos da Team WILD? Vocês têm algum campeonato em vista?

Treinamos de domingo a quinta, tem dias que começamos às 23h e tem dia que começamos meia-noite, por conta da minha faculdade e da faculdade da annaEX, até ter time na GC (geralmente até umas 3h).

Estamos focadas e jogando a maior quantidade de campeonatos que podemos participar. Minhas companheiras de time são incríveis, estamos em busca de crescer mais no cenário competitivo.

O que acha sobre jogadoras transexuais fazerem parte de um elenco feminino, como é o caso da Olga?

Olha, como já até falei pra Olga, não tenho nada contra. Ela se vê como mulher e respeito isso. É uma questão pessoal e de identidade. É muito difícil viver em um mundo onde rola bastante preconceito e transfobia. Tem que ser forte para conseguir não se abalar. Não acho nada absurdo ela se sentir e ser mulher e jogar em um elenco feminino. Tem mais é que ser feliz! No CS a gente está pra jogar!

Meu lema é: está atrapalhando a vida de alguém? Tá matando ou roubando? Não? ENTÃO SEJA FELIZ! Não importa o que te digam.

Falando um pouco mais de você, explica pra gente a historia por trás de jogar usando as setinhas do teclado.

HAHAHAHA! É engraçado, né? Muita gente só sabe que eu jogo de forma “diferente” quando me vê na lan. Quake foi o primeiro jogo que joguei, e eu devia ter entre 7 e 9 anos. Nessa época, os jogos eram jogados pela setinha! Após isso, conheci o jogo Duke Nukem e acabei configurando-o como o Quake. E aí enfim, veio o CS, onde não consegui jogar se não fosse na setinha, hahaha!

Até hoje, após 17 anos de CS, não consigo utilizar o “WASD”. Eu praticamente só utilizo o teclado numérico e as setinhas. É tudo configurado tá gente? Uso as setinhas, o 1 do teclado numérico é a arma primária, o 2 é a pistola, o 3 é a faca, o número 4 eu uso para as granadas, com o 5 eu planto a c4, com o 7 eu recarrego as armas, o 8 dropa armas e c4, o 9 defusa! O CTRL ao lado do teclado numérico é onde agacho, ando no walk no L (sim, acreditem!), o Enter é a mira da AWP e no mouse2 eu pulo. HAHAHAHAHAHAHA, TODA TORTA!

Hahaha, “old school problems”. Bom, gostaríamos de agradecer pela entrevista e agora deixamos o espaço livre para se dirigir aos fãs e leitores.

Quero agradecer ao Alkaizer pela entrevista, e o The Clutch pelo espaço também e pela força ao cenário feminino =). Gostaria de agradecer minha mãe que me incentiva e meu pai que me ensinou a jogar e gostar de jogos e me apoia todos os dias! Agradecer ao meu time por ter a mesma força de vontade buscando tirar o melhor de nós mesmas. Agradeço também as pessoas que me apoiam, que torcem por mim e por meu time. A galera que me apoia nas redes sociais também! MUUUUITO Obrigadaaa também à TEAM WILD que está do nosso lado #GOWILD

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