CEO da The Union, Luis Felipe revela custos de organizações: “R$ 250 mil por mês”

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Foto: Divulgação/The Union

A The Union, uma das organizações que mais cresce no Brasil, está presente profissionalmente nas modalidades Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) e VALORANT, além de possuir influenciadores em outros games, como o GTA RP.

Recentemente, a equipe do FPS da Valve ficou com o vice-campeonato do KaBuM Challenge, e no fim de semana do torneio, o The Clutch conversou com Luis “LuiShow” Felipe, CEO da organização, sobre como é investir no cenário eletrônico, os desafios encontrados e quanto custa manter uma equipe relevante.

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LuiShow, CEO da The Union (Foto: Divulgação/The Union)

Em primeiro momento, LuiShow contou sobre o processo de criação da The Union e quais eram os focos iniciais dentro do mercado de esportes eletrônicos. Segundo o dirigente, foram realizados estudos antes de qualquer investimento ser feito.

“Desde o começo, a gente sempre estudou muito o mercado antes de fazer uma entrada de grande aporte. No começo, fizemos um projeto-teste com uma line de CS:GO e depois, na virada do ano, um planejamento anual com investimento bem grande, focado em trazer line de VALORANT, CS:GO e influenciadores, que é o grande forte da organização hoje”, explicou Luis.

Ele, inclusive, falou sobre a questão do quanto uma organização precisa investir para ter o retorno desejado. Apesar de especificar um valor, Luis afirmou que ele não é absoluto e depende do objetivo a ser alcançado e da estrutura que a equipe quer fornecer aos membros.

“É muito relativo [o valor], pois depende muito do objetivo da organização. Se ela quer investir bem e ter grandes retornos, tem que investir mais na parte de influenciadores. Óbvio que tem que caminhar junto com a parte da performance. Porém, na minha visão, um valor bacana de investimento, para ter um resultado legal, seria R$ 250 mil por mês”, disse o dirigente.

“Isso vai depender de várias questões, de cada planejamento da organização. Porém, uma organização que quer ter duas lines, vários influenciadores e uma boa estrutura, este é um valor top. Mas também depende se vai atuar no cenário nacional ou internacional. É bem relativo”, ressaltou.

The Union no VALORANT

Em relação à formação do time de VALORANT, LuiShow respondeu que já planejava a entrada na modalidade, mas que pensa em crescimento apenas para a temporada 2023.

“[Sobre o] nosso time de VALORANT, a gente sempre quis entrar na modalidade, estava sempre analisando as melhores oportunidades e começamos a nossa conversa juntamente com o Peu para montar esse projeto para entrar bem no cenário de VALORANT em 2023. Óbvio que sempre tem que escalar, porque sempre fez parte da The Union trabalhar com o time para entender o mercado, evoluir e entrar bem no começo do ano”, disse.

“Da mesma forma que fizemos no CS:GO, estamos fazendo no VALORANT. É meio que uma metodologia que a gente usa para deslanchar nossas equipes. Sendo assim, a gente começou com o Peu, depois trouxemos o pancc, um grande jogador do CS:GO que estava na Leviatán, e com essa base, a gente foi montando a equipe. Chegou depois o havoc, o l4cerrr e o GuhRVN”, complementou o executivo da Union.

Quanto ao investimento na construção do elenco, LuiShow revelou que foram pagos R$ 25 mil para contratar Filipe “panccc” Martins. Já o valor mensal do elenco varia de acordo com a demanda por treinos ou o período competitivo.

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Pancc pela W7M (Foto: Saymon Sampaio/BBL Esports)

“Esse primeiro investimento que a gente fez no cenário de VALORANT teve primeiramente a compra do pancc. Pagamos R$ 25 mil pelo jogador e o nosso custo [mensal] hoje na modalidade chega na casa dos R$ 30 mil, incluindo salário e equipamentos para os treinos. Às vezes, a gente faz até bootcamp em Curitiba ou em São Paulo, dependendo da necessidade. Então a gente acaba investindo uma grana boa nessa equipe. Tem vezes que chegamos a gastar de R$ 40 mil a R$ 50 mil”, revelou.

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