Ex-assistente está processando CEO da Riot e empresa por assédio, diz site

Antiga assistente do diretor executivo (CEO, em inglês) da Riot Games até julho do ano passado, Sharon O’Donnell está processando a empresa e Nicolo Laurent por assédio sexual. A informação foi publicada pelo VICE Games, que teve acesso a uma cópia da denúncia.

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De acordo com a publicação, Sharon alega que o CEO pediu para ela ir para a casa dele enquanto a esposa de Nicolo estava fora, discutiu o tamanho da própria cueca e afirmou que a esposa tinha ciúmes de mulheres bonitas.

O processo foi aberto em janeiro no Tribunal Superior do estado da Califórnia, no condado de Los Angeles. De acordo com os documentos, Sharon O’Donnell era assistente executiva de Nicolo Laurent e foi demitida pela Riot em julho de 2020.

Também de acordo com os documentos, pouco depois de Sharon começar a trabalhar na Riot, o diretor executivo “começou um padrão de assediar a assistente com base no gênero ou sexo. Isso continuou até a saída da requerente”. Entre as ações relatadas, estão a de Nicolo Laurent falando da aparência da ex-assistente e que as funcionárias da desenvolvedora deveriam combater o estresse gerado pelo novo coronavírus tendo filhos.

Os autos do processo falam também que Sharon era punida no trabalho quando recusava as investidas feitas pelo CEO da Riot, ora não recebendo pelas horas que trabalhou, inclusive as extras, ora tendo o intervalo de almoço retirado.

A VICE Games entrou em contato com a Riot Games, que informou que está investigando as acusações contra Nicolo Laurent, que permanece no cargo após a exposição do caso.

“Neste caso, como algumas reivindicações se referem a um líder executivo, um comitê especial do nosso Conselho de Administração está supervisionando a investigação, que está sendo conduzida por um escritório de advocacia externo”, informou a Riot. Ainda de acordo com a empresa, Nicolo “prometeu total cooperação e apoio durante este processo” e está “empenhado em garantir que todas as reclamações sejam totalmente exploradas e devidamente resolvidas”.

Quanto à demissão de Sharon O’Donnell, a Riot esclareceu que a profissional “foi demitida da empresa há mais de sete meses com base em várias reclamações bem documentadas de uma variedade de pessoas”.

O caso de assédio exposto por Sharon O’Donnell é mais um dos muitos que a Riot vem enfrentando desde 2018, quando o site Kotaku relatou sobre a cultura de discriminação sexual presente na empresa. Em maio do ano seguinte, mais de 100 funcionários da desenvolvedora protestaram sobre as soluções arbitrárias encontradas pela empresa para lidar com os processos de assédio sexual.

No mesmo ano, o The Los Angeles Times trouxe a público que a Riot Games iria pagar US$ 10 milhões em um processo aberto por mil funcionárias da empresa contra discriminação de gênero. Contudo, em janeiro do ano passado, a justiça americana permitiu que a desenvolvedora movesse casos individuais.

Vale lembrar que em julho passado, Nicolo Laurent escreveu uma carta aberta direcionada a líderes da indústria dos games, explicando onde a Riot errou no passado e como planejava corrigir tais problemas no futuro.

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