“Ficamos em uma situação atípica”, afirma psicólogo da Liquid sobre final do BR6

O The Clutch bateu um papo com Cláudio Godoi, psicólogo da Team Liquid, um dos principais times de Rainbow Six do Brasil, que disputou a final do Brasileirão com a MIBR neste último fim de semana e também estará no Mundial de R6, o Six Invitational. Conversamos sobre como é o trabalho de Godoi dentro da organização e quais foram as últimas medidas preparatórias para a final do Brasileirão.

O trabalho de psicólogos em times de esports vem ganhando destaque a medida em que o cenário cresce, independentemente do jogo. O público começa a entender cada vez mais a importância deste profissional para o desempenho da equipe, dando mais atenção ao seu papel nas organizações.

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Como você faz esse trabalho psicológico da equipe?

Para trabalhar esse quesito no meio competitivo, você tem que avaliar três pontos: performance, preservação da saúde do atleta e longevidade das ações na equipe. Primeiro, começamos com uma avaliação, identificar o que está acontecendo, principalmente depois do período de derrotas, onde os jogadores tem muito desgaste em relação a convivência.

E para o Brasileirão, como foi?

Montamos uma preparação um pouco diferente, vindo lá do Major. Tomamos uma outra direção de pessoal, tirando os jogadores da gaming house, tornando-a mais um office. A partir daí, começamos a trabalhar muito mais a questão da convivência e o tempo dentro de jogo, priorizando qualidade ao invés de quantidade. Com isso, conseguimos ver uma crescente da qualidade da equipe do Major até aqui.

Como a Liquid foi instruída para essa final, principalmente após as derrotas iniciais?

Ficamos em uma situação atípica na final: geralmente conseguimos nos reorganizar a cada jogo, mas tivemos um pequeno intervalo a cada duas partidas. A Liquid foi surpreendida no primeiro mapa, e eles precisariam de um ‘chacoalhão’ para sair da frustração.

Até porque tem bastante pressão em cima da Liquid, que veio de vitória do Major e é a atual campeã.

Exatamente. Em geral, ao falar da questão de pressão, a Liquid tem a maior torcida, então já estamos acostumados com essa cobrança, sabemos o peso da camisa. Mas vejo que a MIBR jogou muito bem e não conseguimos encaixar essa frustração. E isso prejudica muito mais do que a pressão em si.

Como você vê essa crescente do trabalho de psicólogos dentro do esports?

Com a profissionalização do esports no geral, aumenta a preparação das equipes, e a tendência de ter psicólogos do esportes dentro do esports é uma crescente muito grande. Eu vejo que com o crescimento do cenário, esse aspecto acaba ganhando mais visibilidade também.

Cláudio, psicólogo da Team Liquid, é um dos pioneiros na área de psicologia no esports, tendo passagens pela INTZ e grandes cases de sucesso dentro da própria Liquid, como com o time de Free Fire. Para acompanhar mais seu trabalho, você pode segui-lo em seu Twitter: @0psicologo.

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