VALORANT: “Espero que as orgs continuem reconhecendo o nosso valor”, afirma Cellax

Foto: Reprodução/X

O The Clutch conversou com a jogadora de VALORANT, Marcela “Cellax” Ferreira, que integrou a line inclusiva da w7m e testemunhou a organização dispensar todo o seu elenco apenas dois dias após o encerramento do VCT Game Changers Brazil.

Apesar da tristeza ao se despedir da equipe pela qual nutriu um grande carinho, Cellax explicou que a decisão foi comunicada de forma transparente, ressaltando que as atletas e a organização sempre mantiveram um bom relacionamento.

“Eles sempre mantiveram uma comunicação muito transparente conosco, tínhamos uma relação muito boa. Quando o Game Changers terminou e retornamos às nossas casas, fomos informadas de que a w7m não continuaria no cenário de VALORANT”, revelou a jogadora.

Atletas do time inclusivo de Valorant da w7m esports (Foto: Cesar Galeão/Riot Games)

Além de Cellax e suas companheiras de time, outras grandes atletas do cenário, como Letícia “Let” Dias, ex-duelista da LOUD, e Antônia “antG” Garcia, que defendeu a Legacy no último split, estão em busca de uma oportunidade para continuarem competindo em 2024.

Cellax destaca que a crescente busca das atletas por ingressar no VALORANT é animadora. No entanto, por outro lado, existe o medo do afastamento das organizações por conta do calendário da Riot Games.

Existe a preocupação de que as organizações possam estar perdendo o interesse, muito por conta do calendário e do formato atual.

A jogadora explica melhor sua preocupação: “O VALORANT, tanto no formato inclusivo quanto no misto, atualmente não possui campeonatos nem suporte aos times, muito menos aos jogadores. Acredito que o isolamento dos campeonatos de maior expressão para um sistema fechado, como a franquia, onde apenas um time pode se classificar por ano, não gera tanto apelo para as pessoas e nem para as organizações. O formato inclusivo, sendo um reflexo direto do misto, mesmo com alguns campeonatos, ainda tem um nível e interesse lamentavelmente menores. Portanto, se o misto não está atraindo o público, o inclusivo sofre de maneira indireta”.

Apesar disso, a jogadora de 22 anos mantém-se esperançosa e torce para que os times continuem olhando com carinho para a modalidade. “Espero que as organizações continuem reconhecendo o nosso valor e potencial”.

Supremacia da Cavalaria

Elenco inclusivo de VALORANT da Team Liquid — Foto: Gui Caielli/Team Liquid

Hoje, a Team Liquid é o time a ser batido no Brasil. Neste ano, a equipe conquistou o bicampeonato do Game Changers Brazil e ficou com o vice no Mundial da categoria disputado em São Paulo.

Sobre essa notável hegemonia, Cellax alerta: “Elas não são imbatíveis”.

“Os times estão conseguindo cada vez mais atingir o nível da Liquid e é questão de pouco tempo para que outras equipes também consigam chegar ao topo”, complementou.

Até o fechamento desta matéria, Cellax se encontra F/A (Free Agent) e aguarda propostas para continuar sua jornada no cenário competitivo de VALORANT.

“Esperem uma Cellax mais confiante e focada, que vai trocar tiros como nunca em 2024”, concluiu a jogadora.

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