Patch 10.23 do TFT: mudanças explicadas e opiniões didáticas

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O patch 10.23 pode ter trazido pouca coisa comparado com a gigantesca atualização da pré temporada para Summoners Rift e ARAM, mas não se engane: o que saiu nessa terça-feira (10) pode mudar o meta do jogo de forma bastante expressiva. Não há mudanças nos itens e a maioria dos nerfs atingiram os campeões mais criticados. Apesar de tudo, há muita novidade para cobrir.

As maiores mudanças foram:

Reformulação total nos campeões e ajustes expressivos: Aphelios no Teamfight Tactics tem sido uma montanha russa, indo de peça chave nas composições mais fortes a simplesmente não ser mais usado por conta dos nerfs absurdos no seu kit. Xin Zhao era uma unidade que era simplesmente descartada por outras de custo mais alto e as bombas da Ahri estavam poderosas demais para se suportar. Há mais reformas, mas essas que vieram buscam tornar o gameplay mais fluído;

Talon e os Caçadores: as composições que giram ao redor dos caçadores ou do Talon como campeão carregador foram os maiores alvos da atualização. Elas estão no meta desde o começo do jogo, com itens e unidades muito similares. A manutenção as tornou flexíveis, pouco menos mecânicas e permitiu maior variabilidade.

Cultistas… de novo? Mudanças importantes nas características

Créditos: Riot Games

As mudanças nos Cultistas são boas e ruins, mais voltadas para o Galio. O pico de poder que se ganha ao atingir 6 cultistas no tabuleiro se encontra mais fraco e o poder base do colosso quando se alcançam 9 campeões da mesma característica foi bastante reduzido. Porém, para compensar, a mana inicial foi reduzida para que ele use sua habilidade mais cedo e a imunidade a controle de grupo vai permitir que ele faça um estrago antes de poder ser parado por unidades como Jinx ou Sejuani.

Os Divinos sofreram diversos reajustes e viram a volta do bônus de dano verdadeiro e de redução de dano para 50%. A duração desse bônus para somente 2 divinos no board foi nerfada para 3 segundos, com 8 sendo buffada. Apesar de tudo, 8 Divinos nunca são vistos a não ser que alguém consiga alguma espátula, sendo improvável que isso virá a ser uma mudança muito significativa.

Ofuscante diminuiu em 10% a redução de dano de ataque quando só tinham dois campeões dessa característica presentes na composição, já que era muito fácil só encaixar uma Morgana e uma Lux. Mesmo sendo um nerf pequeno, vai fazer os jogadores explorarem outras opções ou usarem os 4 campeões dessa característica.

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Os Patronos agora tem mais escudo dependendo da quantidade de campeões dessa trait presentes no jogo. Ainda não vimos a prometida imunidade a controle de grupo nos primeiros segundos do jogo, mas o buff é ótimo pois o tempo da defesa fornecida costumava acabar antes que as unidades das linhas de trás infringissem dano suficiente.

O dano bônus concedido aos Caçadores foi fortemente afetado ao ter diminuição de 25% em todos os estágios da sinergia, impedindo que eles deletem a sua composição tão rápido quanto antes. Mesmo que ainda estejam fortes, as reclamações e sua prevalência no meta podem dar uma diminuída.

Por fim, os Fortuna ganharam novas recompensas nas sequências de 10, 11 e 12 derrotas. Só cuidado para não acabar morrendo, hein?!

Créditos: Riot Games / Reprodução

Xin Zhao dentro e Ahri fora nas Mudanças de Campeões

Nos campeões de custo 2 temos Aphelios e o Zed. O primeiro recebeu um rework muito necessário por seu kit ter sido completamente destruído e reduzido a dependência de itens, agora retirada pelo fato de suas Atalaias não ativarem mais itens como a Lâmina da Fúria de Guinsoo e a Statikk. Construindo um campeão novo, agora sua mana inicial e total são menores e ele ataca mais rapidamente, levantando a esperança de itemização mais diversificada. O ninja das sombras literalmente desaparecia do meta se não estivesse em sua versão Escolhida, então um bom passo foi dado ao buffar todo o seu feitiço nos estágios de 1 e 2 estrelas, apesar do terceiro ter ficado inalterado.

Créditos: Riot Games

Vários custo 3 apareceram, mas o mais importante entre eles é o novo Xin Zhao. Agora, toda vez que ele gira no seu feitiço e marca um oponente, ele ganha um bônus de armadura e resistência mágica pelo resto do combate. Junto com a Katarina, que recebeu um buff de mana somente em seu estágio de uma estrela, o duelista pode vir a ser um dos campeões mais importantes nas composições de característica Mestre da Guerra junto da assassina.

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Os Ninjas estão reaparecendo no meta com os buffs na Akali, que agora teve sua velocidade de ataque aumentada (o que é ótimo por ela escalar) e no Kennen, indo de 20 para 30 em armadura e resistência mágica. O yordle estava muito fraco na sua função como linha de frente, então agora poderemos ver ele segurando mais dano.

A Kalista já era um campeão imensamente forte, mas por algum motivo, acharam o feitiço Lacerar de sua versão 3 estrelas fraco. Por conta disso, recebeu um buff de 1% nesse estágio.

Créditos: Riot Games

Ahri, que era a maior reclamação dos custo quatro, agora pode ter a canalização da sua bomba interrompida, retirando completamente a dominação do Anjo Guardião. Ao em vez desse item, o Mercúrio pode vir a ser a melhor solução para garantir que a habilidade não seja cancelada, mas é bem improvável que agora ela delete campos inteiros mesmo com o buff no dano do feitiço.

Esse nerf não é nenhuma surpresa. A vanguarda Sejuani era sem dúvida a melhor unidade da sinergia, mas ela estava boa até demais, invocando várias vezes seu feitiço que promove controle de grupo em área por partida. Indo de 50/130 de mana inicial e total para 70/150, isso a deixa mais balanceada.

Finalmente recebendo seu primeiro nerf para tentar evitar outro caos, o Warwick ainda vai ser uma unidade decente, contudo, seu potencial foi fortemente afetado quando o efeito de medo e de velocidade de ataque foram reduzidos drasticamente nos estágios de 1 e 2 estrelas.

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A caçadora Ashe é um campeão poderoso demais, que demora um tempo excessivo para morrer quando combinada com itens como Mão da Justiça ou Sedenta por Sangue. Por isso, sua vida inicial e sua armadura receberam uma justa diminuição.

Para terminar com os custo 4, Talon foi o que teve as mudanças mais interessantes, já que o víamos pular diretamente no adversário mais poderoso do tabuleiro. Agora, pulando no de armadura mais baixa, nunca dá para saber quem ele vai atacar pois esses status variam de composição para composição. O tempo de animação do pulo também foi aumentado após o êxito de um abate.

Por fim, nos legendários de custo 5, Lilia continua um campeão pouco flexível e decepcionante e o buff pequeno em sua mana não mudará isso. Lee Sin em sua versão três estrelas tornou-se uma espécie de divindade, podendo chutar inimigos para fora do mapa independente se estão na borda do tabuleiro ou não, empurrando todos os outros inimigos no processo.

E para acompanhar a mudança de lógica de movimento implementada para os campeões terem mais coerência e precisão em combate, a habilidade do Kayn foi bastante afetada para que ele pudesse escolher melhor os alvos do giro e não só sair pelo tabuleiro descontroladamente como uma beyblade.

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